Dona Fátima, sua luta, força e amor incondicional

Quem vê dona Fátima Pereira participando da liturgia da missa, seja cantando salmos no altar ou mesmo no Ministério de Música acompanhando a celebração, não imagina a força dessa mulher – com exceção das pessoas mais próximas, os demais fiéis presentes só a conhecem ali, naquele lugar, expressando sua fé por meio do serviço ao qual foi chamada por Deus.

Como ela própria afirma, sua vida como mulher e como mãe é “uma luta constante, é uma demonstração de amor e força”. Mas, ao invés de murmurar e se lamentar, dona Fátima agradece a Deus todos os dias por Ele ser o seu guia e protetor na caminhada diária. Por isso, revela que tem procurado ser melhor, com erros e acertos, mas tentando sempre.

Ser mulher já é, por si só, um exercício diário de força. Ser mãe transforma essa força em amor incondicional. E é isso que dona Fátima experimenta todos os dias. Ela conta que, como mãe, Deus lhe deu de presente um filho especial, “prova viva do amor e da generosidade de Deus na minha vida”. E não cansa de agradecer a Deus todos os dias por ter sido escolhida para receber tão nobre presente.

“Sua presença transforma meus dias e me ensina verdadeiramente o significado de amor incondicional. Agradeço a Deus diariamente por ter me escolhido para ser mãe de um filho especial e estou disposta a enfrentar o mundo por ele. Você, Juninho, meu filho, é meu chão e meu amor”, declara dona Fátima.

Há 40 anos, dona Fátima foi presenteada com seu filho. E suas lutas não foram fáceis para poder oferecer a ele melhor qualidade de vida. Por isso, viveu anos de sua vida dividindo o seu tempo entre o trabalho e os cuidados com o filho. Sempre dividida entre proteger, cuidar, amar e ter que estar ausente algumas horas do dia para poder proporcionar a assistência qualificada para ele.

Enfrentar desafios que muitos nem imaginam fizeram dona Fátima seguir trabalhando, lutando e acreditando em dias melhores. Para isso, contou sempre com um apoio inestimável de sua irmã, que sempre cuidou de Juninho para ela poder trabalhar e ainda hoje em dia para realizar suas atividades na Paróquia de São José. 

Há 13 anos, ela passou a ser pai e mãe ao mesmo tempo, com a morte do seu marido. A viuvez a fez mais forte ainda e mais guerreira para cuidar daquele que considera o seu maior presente. “Recebi de Deus até hoje e vou guardar para sempre”.

Dona Fátima é exemplo de resistência, sensibilidade e determinação. Ela mostra todos os dias que ser mãe é também ser guerreira, cuidadora, protetora e fonte inesgotável de amor. Sua luta silenciosa merece respeito, apoio e admiração. Que a sua história inspire as mulheres da nossa comunidade – e do mundo afora – e as leve a perceber que, mesmo diante das dificuldades, é possível seguir em frente com amor, dignidade e esperança. Que seu exemplo encoraje, fortaleça e ilumine o caminho de tantas outras mães e mulheres que, todos os dias, também lutam silenciosamente.

Feliz Dia da Mulher, em especial para aquelas que provam todos os dias que a força de uma mulher não está apenas no que ela faz, mas na coragem de continuar, mesmo quando o caminho é difícil.

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